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24 de Abril de 2017
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  • Boletim

Boletim

O Boletim on-line do Museu de Évora é uma homenagem ao espírito iluminista e reformista de Frei Manuel do Cenáculo Vilas Boas, arcebispo de Évora, fundador da Biblioteca Pública e principal organizador das colecções que estão na origem do Museu.

“Cenáculo” é assim uma revista digital, de periodicidade semestral, editada pelo Museu de Évora com o objectivo de divulgar as colecções do Museu, através da publicação de artigos de investigação em História da Arte, Arqueologia e Museologia.

O património histórico e cultural da cidade merece aqui particular atenção, conferindo a esse espaço de divulgação uma forma de relação privilegiada do Museu com o território de origem das suas principais colecções.

Como espaço alargado de discussão, os artigos são de exclusiva responsabilidade dos diversos autores e não reflectem necessariamente a opinião da direcção do Museu de Évora.

A utilização integral ou parcial dos textos do boletim deve ser sempre acompanhada pela citação do nome dos autores, título dos textos e a referência a esta publicação on-line.

  • Nesse primeiro número, privilegiou-se a escolha de temas de referência em cada uma dessas áreas, abordando a história da fundação do Museu Regional de Évora durante a primeira República, a documentação da actividade do arqueólogo Henrique Leonor Pina, na Anta Grande do Zambujeiro, em Évora, nos anos 60, e o estudo da faiança portuguesa no século XVIII, através de peças provenientes dos extintos conventos da cidade.

  • Como nunca é demais recordar, o Boletim on line do Museu de Évora é uma homenagem ao espírito intelectual de Frei Manuel do Cenáculo Vilas Boas, arcebispo de Évora, cujas colecções estão na origem do Museu. Nesse segundo número, os artigos dedicados a D. Afonso de Portugal e D. Frei Luís da Silva Teles vem demonstrar que muitos outros bispos e arcebispos desempenharam um papel relevante na história da cidade, e foram vozes determinantes na constituição do património que hoje dá forma à identidade cultural de Évora.

    Quando a obra do novo Museu começa a tomar forma, os projectos de investigação associados à renovação merecem particular destaque, com os artigos dedicados ao estudo antropológico dos ossos dos cavaleiros da Reconquista Cristã, exumados durante as escavações arqueológicas e uma primeira apresentação do projecto de investigação do Retábulo Flamengo da Sé de Évora, uma das peças fundamentais para a compreensão da pintura, no século XVI, em Portugal. A intervenção de conservação e restauro do Oratório da Genealogia da Virgem, uma peça indo-portuguesa de grande importância, permitiu a realização de exames que contribuem para uma melhor caracterização dos matérias e técnicas utilizadas pelas oficinas nesse contexto cultural.

    É também dessa oscilação tensa e criativa entre o passado e o futuro, na expectativa quanto ao papel que o Museu pode desempenhar no desenvolvimento económico e cultural da cidade, que se apresenta um inquérito realizado aos agentes culturais da cidade, numa avaliação da percepção do trabalho do Museu nos últimos anos.

    Por fim, mas não de menor importância, nas notícias, num programa que pretendemos regular de apresentação de áreas menos conhecidas das colecções, divulga-se o repertório das estelas medievais.

  • Com a reabertura parcial do Museu de Évora  programada para Dezembro desse ano, o terceiro número do Boletim on-line do Museu de Évora retoma os textos que apresentam os trabalhos dos "bastidores". A intervenção de conservação e restauro do Presépio do Museu de Évora é um bom exemplo do desafio colocado por uma peça em que estão reunidas uma rara combinação de elementos: uma estrutura palaciana de conchas, imagens de cerâmica e cera de diversas proveniências associadas a uma maquineta de talha dourada. É também um bom exemplo de uma intervenção de conservação e restauro como propiciadora de uma cuidadosa análise histórica e cientifica. 
    Duas das colecções menos estudadas do Museu, a Colecção de Armas e os fósseis marinhos da Colecção de Naturália foram objecto de um cuidadoso inventário e aqui se apresentam os respectivos catálogos.

    No ano em que se assinala o bicentenário do "Saque de Évora" pelas tropas francesas, recuperamos um texto vibrante e particularmente revelador das contradições do pensamento reformador de Frei Manuel do Cenáculo, que nos conta em detalhe todas as vicissitudes da ocupação e da revolta popular de 1808, bem como todos os danos causados às suas preciosas colecções.
    A talha dourada e os azulejos do século XVIII voltam também a merecer atenção com o estudo dedicado a renovação artística do templo da Misericórdia de Évora, onde participaram o mestre entalhador Francisco da Silva, António de Oliveira Bernardes e o pintor Francisco Lopes Mendes, este último também representado nas colecções do Museu de Évora.

  • Nesse quarto número, propomos um novo olhar à colecção de pintura do Museu, com um texto escrito por ocasião da exposição realizada em Setúbal para as comemorações do segundo centenário da morte do pintor José Soares de Faria e Barros, mais conhecido como Morgado de Setúbal. Para além das numerosas obras representadas no acervo do Museu é significativa a relação estabelecida pelo pintor com o coleccionador Frei Manuel do Cenáculo.

    O património da cidade de Évora e, particularmente, a azulejaria e a talha dourada, é o segundo tema revisitado, com novas obras documentadas dos mestres entalhadores Manuel e Sebastião Abreu do Ó. Também ficamos a conhecer melhor uma intervenção coeva na azulejaria do Convento de São Bento de Cástris, com a identificação das gravuras que estiveram na origem dos painéis da Vida de São Bernardo, numa campanha datada dos anos de 1782-1785.

    A hagiografia e o culto de São Manços em Évora abrem a possibilidade de comparação com diversos achados arqueológicos mais recentes, numa oportunidade de divulgar os trabalhos realizados pelos alunos da Universidade de Évora que gostaríamos de prosseguir em próximos números.

    Por último, numa colaboração especial com a Região de Turismo do Alentejo, associamos ao boletim a versão digital do Guia de Museus do Alentejo que, além de prover informações úteis para o conhecimento das oito dezenas de instituições, procura indicar linhas de continuidade entre as diversas colecções dos museus da região.