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24 de Abril de 2017
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Exposições & Eventos

 

  • No próximo dia 21 de março, às 18h00, o Museu de Évora apresenta as suas coleções permanentes de Arqueologia, cujo núcleo original é constituído por um conjunto de antiguidades recolhidas no Sul do país por Frei Manuel do Cenáculo (1724-1814), nomeado Bispo de Beja em 1777 e indigitado Arcebispo de Évora em 1802, conhecido também como o "primeiro arqueólogo português".

    Em pleno Século XX, os materiais colecionados por Cenáculo foram incorporados no Museu de Évora, entretanto instalado no antigo Paço Episcopal, juntando-se então às recolhas locais de estatuária e lapidária devidas a estudiosos como André de Resende, Cunha Rivara, Filipe Simões ou Gabriel Pereira, hoje parcialmente expostas nas galerias do Claustro. 

    A presente área expositiva - instalada em espaço subterrâneo ganho na recente remodelação, que completa a apresentação pública das coleções arqueológicas do Museu - vive ainda em boa parte da "Coleção Cenáculo", com objetos provenientes de sítios tão diversos, como Beja, Tróia (Setúbal), Cola (Ourique), ou mesmo Balsa (Tavira) e Milreu (Estói) já no Algarve.

    Infelizmente, a importância que a Arqueologia viria a conhecer no Alentejo ao longo Século XX, em particular na região de Évora, não teve reflexos significativos no enriquecimento do seu Museu, assistindo-se, pelo contrário, à dispersão de importantes acervos. 

    Contudo, a presença nesta exposição de materiais resultantes das escavações dos anos 60 na Anta Grande do Zambujeiro (Évora) e no Castelo da Lousa (Mourão), ou dos anos 80 na Necrópole das Casas (Redondo), acabam por ser exceções valiosas, a que se soma a fantástica estátua romana em bronze, descoberta em São Manços nos anos 70 por trabalhadores agrícolas da Reforma Agrária. 

    Por fim, a exposição reflete também, ainda que parcialmente, através de uma pequena seleção de materiais islâmicos recolhidos durante as últimas obras, a memória histórica do próprio lugar do Museu, situado em plena acrópole eborense, local central da cidade onde ao longo de mais de dois milénios, se sucederam ininterruptamente os povos e as civilizações.

    No âmbito do projeto de remodelação do Museu de Évora recentemente concluído, foi possível concretizar um importante programa de investigação arqueológica incidindo no subsolo desta zona fulcral da cidade de Évora, onde no Século XVII, sobre construções mais antigas, se instalou o Paço Episcopal, edifício que hoje abriga o Museu. As sondagens e escavações realizadas, para além de clarificarem as origens quinhentistas do atual edifício permitiram identificar e datar um conjunto de estruturas e materiais que documentam três fases históricas principais da vida da cidade. 

    Na base, os vestígios da Época Romana, com destaque para a identificação do limite sul do forum, a grande praça pública construída no final do Século I a.C., completando o programa de monumentalização da Acrópole, iniciado pelo Imperador Augusto na transição do Milénio com a construção do Templo Imperial. Daquela praça monumental restam vestígios da parede sul, agora integrada como "cripta arqueológica" no próprio museu, nela se expondo parte da coleção de lapidária romana eborense.

    Sobre as estruturas já arruinadas do antigo forum, instalou-se partir do Século VIII d.C. uma zona habitacional islâmica, onde se recolheu variado espólio doméstico, com destaque para várias lamparinas de "bico de pato", cerâmicas diversas e numerosas moedas. Finalmente, o período da Reconquista Cristã, está assinalado por um curioso conjunto de sepulturas datadas dos Séculos XII e XIII, que foi possível conservar e musealizar no seu local original, junto ao claustro do Museu.

    Para mais informações contactar o Museu de Évora, através do telefone 266 702 604 ou mevora@cultura-alentejo.pt

  • Marcas da Inquisição em Évora: acervos do Museu e da Biblioteca Pública

    O Tribunal do Santo Ofício da Inquisição começou a funcionar de forma continuada em Portugal em 1536. Perdurou até 1821. Neste intervalo foi uma instituição marcante na sociedade portuguesa. Em nome da ortodoxia e com a adesão de praticamente todos os grupos sociais, contribuiu fortemente para a uniformidade ideológica. Ninguém estava teoricamente excluído da sua jurisdição.

    A bula que introduziu o Santo Ofício em Portugal foi publicada em Évora, cidade onde, por essa altura, se encontrava a Corte.

    Évora foi também sede de um dos quatro tribunais de distrito da Inquisição portuguesa. Hoje é a urbe que conserva maior património edificado sobre esta instituição e que importa dar a conhecer e valorizar.

    É por esta razão que hoje, em tempos de tolerância e de interesse pelo Património local e do mundo, o convidamos a visitar parte desse acervo, o que se encontra no Museu e na Biblioteca Pública.

  • Local:
    Museu de Évora, Évora

    O MuseudeÉvora reabre parcialmente ao público no dia 29 de Junho, pelas 18 horas.

    Venha conhecer a nova exposição permanente de Pintura, Escultura e Arqueologia Romana.