Neste caso, o próprio tema escolhido foi proposto ao Museu pelo I Congresso Nacional das Confrarias Báquicas e Gastronómicas que se constituiu como generosos mecenas da exposição, a par da Câmara Municipal de Évora e da Companhia Rural Seguros. Por outro lado, a equipa do Museu que procedeu à selecção das obras expostas, associou à sua colecção outros importantes museus alentejanos – o Museu Municipal de Portalegre e o Museu Distrital de Beja Rainha D. Leonor – além de diversos coleccionadores particulares.


A importância desta exposição manifesta-se ainda de outro modo: a tipologia “Natureza-morta”, uma das mais significativas categorias da pintura de tradição académica, ocupava já lugar de destaque nas colecções de Frei Manuel do Cenáculo de onde o Museu de Évora haveria de nascer. Assim ela é um acto de homenagem e celebração da memória dessa notável figura do iluminismo português mas, simultaneamente, propõe, como reflexão actual, a vitalidade de um género que se manteve nas preocupações e interesses de tantos artistas, do século XVII até aos nossos dias como provam as obras contemporâneas que integram a exposição.

 

Raquel Henriques da Silva