O país deve-lhe a emergência e desenvolvimento de uma consciência ecológica assim como a criação de uma importante, numerosa e inovadora legislação sobre ambiente. Paralelamente, e como coisa inerente àquela, Ribeiro Telles introduz a dimensão cultural e estética da paisagem, a qual entende como continuidade do Homem. Fá-lo, por vezes de forma inflamada, controversa, mas sempre de forma entusiasta, corajosa e generosa.

Para além de toda actividade profissional que tem vindo a desenvolver destaca-se como contributo maior, a constante renovação operada por Ribeiro Telles na praxis e corpus teórico da Arquitectura Paisagista. São disso exemplo a transformação por ele implementada logo nos anos cinquenta do século XX, ao nível do desenho dos espaços abertos da cidade Lisboa e mais recentemente o conceito de Paisagem Global e de Estrutura Ecológica Urbana.

Aurora Carapinha