Nos anos anteriores o Museu apresentara já exposições de João Cutileiro e de Joaquim Bravo e o nome de António Charrua surgiu-nos a todos como uma proposta evidente para a programação de 2001, já pela importância da sua obra, já pela intermitência com que ela tem podido ser observada pelo público.

Independentemente desta decisão do Museu, a que António Charrua entusiasticamente aderiu, também a Câmara Municipal de Évora (só o soubemos já depois de iniciarmos a preparação da exposição), iniciava os preparativos para uma mostra e uma publicação sobre o mesmo pintor. Dentro da habitual colaboração existente entre as duas entidades, Museu e Câmara Municipal, rapidamente foi possível unirem-se ambos os projectos com a repartição de custos e responsabilidades, cabendo ao Museu de Évora maiores encargos na preparação da mostra e à Câmara maiores responsabilidades na edição do catálogo. Num e noutro aspecto a colaboração do pintor António Charrua foi fundamental, cabendo-lhe um papel central na própria definição dos objectivos da exposição, que não é uma revisitação histórica da sua obra, mas antes assenta, em partes quase iguais, entre este projecto cronológico e a mostra de uma produção mais recente, essencialmente dos últimos dez anos e em grande parte inédita ou menos conhecida.

 

Joaquim Oliveira Caetano